quarta-feira, 19 de maio de 2010

Impossibilidade...


Hoje a palavra de ordem foi "impossibilidade"! Um daqueles dias em que tudo o que você sonha, busca, deseja parece tão distante quanto a lua do mar. Um daqueles dias em que a rotina parece tão massacrante e imutável, em que tudo o que se quer é fugir e nem olhar mais para trás, sem bagagem, sem obrigações nem explicações. Mas é impossível fugir de si mesmo. Impossível arrancar o que se tem por dentro. Impossível esquecer. E a impossibilidade do ter dói. A solidão é quase paupável nesses dias, dias sem cor, sem gosto, sem nada. Só o silêncio e o eco dos meus pensamentos incessantes. Pensamentos que invariavelmente voam até você...


P.S: Esse texto não é meu, foi retirado do Blog Chá de Sumiço, mas traduz perfeitamente como tenho me sentido!!

O VICIO...


O vício é a marca de toda história de amor baseada na obsessão. Tudo começa quando o objeto de sua adoração lhe dá uma dose generosa, alucinante de algo que você nunca ousou admitir que queria - um explosivo coquetel emocional, talvez, feito de amor estrondoso e louca excitação. Logo você começa a precisar dessa atenção intensa com a obsessão faminta de qualquer viciado. Quando a droga é retirada, você imediatamente adoece, louco e em crise de abstinência (sem falar no ressentimento para com o traficante que incentivou você a adquirir seu vício, mas que agora se recusa a descolar o bagulho bom - apesar de você saber que ele tem algum escondido em algum lugar, caramba, porque ele antes lhe dava de graça). O estágio seguinte é você esquelética e tremendo em um canto, sabendo apenas que venderia sua alma ou roubaria seus vizinhos só para ter aquela coisa mais uma vez que fosse.
Enquanto isso, o objeto da sua adoração agora sente repulsa por você. Ele olha para vocêcomo se você fosse alguém que ele nunca viu antes, muito menos alguém que um dia
amou com grande paixão. A ironia é que você não pode culpá-lo. Quero dizer, olhe bem
para você. Você está um caco, irreconhecível até mesmo aos seus próprios olhos.
Então é isso. Você agora chegou ao ponto final da obsessão amorosa – a completa e implacável desvalorização de si mesma.

P.S: Trecho do Livro "Comer, Rezar e Amar de Elizabeth Gilbert

segunda-feira, 10 de maio de 2010

DO JEITO QUE AMO

Não amo a cor dos seus olhos
Amo o seu olhar para mim
Não amo a beleza do seu rosto
Amo o seu sorriso para mim

Não amo o contorno dos seus lábios
Amo o seu beijo que me enlouquece
Não amo o formato dos seusbraços
Amo o seu abraço que me enlaça

Não amo o formatato dos seus dedos
Amo a carícia que você faz tem todo meu corpo
Não amo as curvas das pernas
Amo o seu andar ao meu encontro

Não amo o volume dos seus seios
Amo o aconchego quando encosto minha cabeça

E que bom você não seja uma escultura
Você é meu poema de amor
Porque não amo um corpo
Amo uma pessoa...você

José Eduardo C. Trefiglio

domingo, 21 de março de 2010


Pelo o que me diz respeito
Eu sou feita de dúvidas
O que é torto, o que é direito
Diante da vida
O que é tido como certo, duvido
E não minto pra mim
Vou montada no meu medo
E mesmo que eu caia
Sou cobaia de mim mesma
No amor e na raiva
Vira e mexe me complico
Reciclo, tô farta, tô forte, tô viva
E só morro no fim
E pra quem anda nos trilhos cuidado com o trem
Eu por mim já descarrilho
E não atendo a ninguém
Só me rendo pelo brilho de quem vai fundo
E mergulha com tudo
Pra dentro de si
Lá do alto do telhado pula quem quiser
Só o gato que é gaiato
Cai de pé...

sexta-feira, 19 de março de 2010

O contrário do Amor


O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

Martha Medeiros

quinta-feira, 18 de março de 2010

Esse é só pra você!!


Todo o bem que alguém poderia receber, recebi de ti.
O melhor sorriso no melhor momento, você me deu.
Quantas vezes procurei mostrar-me bem, simplesmente para que você não se preocupasse ainda mais comigo. Eu sabia que, com o seu coração enorme, você sempre arranjaria motivos para me fazer sorrir.
Eu sinto saudades...
Saudades do futuro... Saudades do que seria... Do que seriamos juntos... Sinto saudades de você! Queria poder fechar os olhos e transformar esta fria realidade num sonho, no sonho que vivemos um dia. Queria ter a convicção de dizer que amanhã, logo cedinho, iremos nos encontrar e passar o dia inteirinho juntos. E assim todos os dias, todas as horas e os minutos possíveis...
Quero te agradecer, te ajudar, enfim, te demonstrar de alguma forma que não esqueço, que jamais esquecerei o que você fez por mim. Jamais esquecerei os ensinamentos que você me passou com o seu jeito bonito, simples, honesto e humilde de tratar tudo e todos.
Como te recompensar!?
Como esquecer o amor que você me deu?
Quero que saibas que te amo muito e que, mesmo de longe, torço para que você obtenha êxito e seja muito feliz em todos os caminhos que desejar seguir.

quinta-feira, 4 de março de 2010


Nesta noite escura faço uma prece
Para meu Pai de você não mais se esquecer
Proteger-te de todo o mal
Cobrir-te com seu manto te embalar em seus braços
Iluminar os teus passos não te deixar esmorecer
Fazer florescer em ti a certeza do amor nesta vida
Dar-te todo carinho que já fazes por merecer
Todo amor que pensas não te pertencer
Ao final de cada dia que sejam sorrisos em teus lábios
E não lagrimas em teus olhos nunca mais
Se por ventura marejarem teus olhos que sejam de plena alegria
Peço a ti meu pai que este pedido meu seja concedido
Que esta pessoa que na verdade amo jamais seja por Ti esquecida

(by ClaudioRS)